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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Juan de Jarava (Século XVI)

Juan de Jarava viveu em meados do século XVI e foi médico de Leonor da Áustria, rainha da França e irmã de Carlos V. Traduziu para o espanhol obras antigas e contemporâneas de diversos tipos, tais como: as obras de Cícero, Aristóteles, Plínio e Erasmo.

Entre suas traduções de textos bíblicos estão "Os Salmos Penitenciais", "Os Salmos de Degraus" e as Lamentações de Jeremias. Todos traduzidos para a língua comum do povo. Além dessas obras, traduziu o Livro de Jesus, filho de Siraque, também chamado de Eclesiástico.


Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Acesso em 09 de janeiro de 2013, às 16:59
Usado com permissão

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Fernando de Jarava (Século XVI)

Fernando de Jarava, não deve ser confundido com o médico Juan de Jarava, seu sobrinho, foi capelão da rainha Leonor da Áustria, irmão do rei Carlos V. Parece que foi o autor de uma Instrução de Mercadores, cujo conteúdo discursava sobre comprar, vender e a usura que pode ocorrer em um transação comercial.

Sua contribuição à tradução de textos bíblicos para o castelhano vem da obra As Lições de Jó e Nove Salmos para serem cantados no Dia de Finados.*  Além disso, traduziu, tendo como base a Vulgata, as Lamentações de Jeremias e os Salmos chamados Cânticos de Degraus. Esse trabalho foi impresso em Amberes, em 1550.


Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Acesso em 09 de janeiro de 2013, às 16:46
Usado com permissão

* O original diz: "Las Liciones de Job, con los nueve Psalmos, que con ellas se cantan en las horas de los finados."

domingo, 9 de setembro de 2012

Tradutores da Bíblia: Andrés Flores (Século XVI)

Andrés Flores, natural de Andaluzia (Espanha), foi pregador no tempo do imperador Carlos V, de que obteve permissão para escrever em língua romance. Um de seus livros é De Doctrina Cristiana (Sobre a Doutrina Cristã), de 1552. Sua obra de tradução tem o título de Sumo de toda a Escritura Sagrada em verso heroico* castelhano.

*Verso decassílabo, onde as sílabas tônicas se encontram na 6a. e 10a. sílabas do verso, podendo também ocorre sílabas subtônicas nas sílabas 2 e/ou 4 (N. do tradutor).

Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Fonte: http://www.proel.org/index.php?pagina=traductores/flores
Acesso em 25 de agosto de 2012, às 00:42
Usado com permissão

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tradutores da Bíblia: Francisco de Enzinas (1520-1552)

ORIGEm e ESTUDOS

Francisco de Enzinas (1520-1552) era natural de Burgos e esteve diretamente vinculado à Reforma Protestante que se propagava por toda Europa. Estudou durante dois anos na universidade de Lovaina, na Bélgica, sob a orientação de Luis Vives. Em 1541, muda-se para Wittenberg levando cartas de recomendação para Lutero e Melanchton. Na casa deste último, ficou hospedado. Matriculou-se na universidade de Wittenberg com o nome de Franciscus Dryander Hispanus (Dryander significa em grego um tipo de arbusto de tronco largo e forte).


TRADUção do NoVO TESTAMENTO

Ali Melanchton (a figura ao lado) lhe anima para traduzir o Novo Testamento para o castelhano a partir do texto grego. Até então, ninguém havia realizado tal coisa, com a exceção de Alfonso X, o Sábio que, no século XIII, havia feito uma tradução. No entanto, tal versão, além de ser não mais que uma paráfrase, não foi tal divulgada.

Para sua tarefa, Enzinas toma como base o Novo Testamento grego que Erasmo havia editado e um ano e meio conclui sua tarefa. Para imprimir sua obra, retorna a Lovaina. Porém, a situação lá era muito difícil: Vários suspeitos de simpatizar com a Reforma haviam sido encarcerados e alguns destes seriam mortos na fogueira ou decapitados.

Na presença do iMPERADOR CARLOS V

Todavia, Enzinas se mostra decidido a seguir adiante com seu propósito. Pede a opinião dos teólogos da universidade da cidade, que ficam temerosos e inclusive o desestimulam a continuar com seus projetos. Diziam eles que as heresias nos Países Baixos haviam nascido em consequência da tradução das Escrituras à língua do povo. Diante desta reação, Enzinas mudou-se para Amberes (ou Antuérpia) onde encontra um impressor disposto a editar o manuscrito. No dia 25 de outubro de 1543, sai a primeira edição castelhana do Novo Testamento dedicada ao imperador Carlos V (Figura ao lado).

Sabendo que o imperador estaria em Bruxelas um mês depois, viajou para lá a fim de lhe entregar um exemplar. O encontro ocorreu em um domingo, dia 23 de novembro de 1543. Na ocasião foi apresentado pelo bispo de Jaén que também era o capelão de Carlos V, Francisco de Mendoza. Enzinas descreveu sua conversa com o imperador assim:

- Então, o Imperador me perguntou: Que livro queres me dedicar?
- Senhor, uma parte das Sagradas Escrituras que chamamos Novo Testamento, fielmente traduzido por mim para o castelhano. Nelas se encontram os relatos sobre o Evangelho e as Cartas dos Apóstolos.
- Desejo que Vossa Majestade, como defensor da religião, julgue e examine com atenção meu trabalho. Suplico humildemente que a obra, aprovada por Vossa Majestade, seja recomendada ao povo cristão por vossa autoridade imperial.
- Tu és o autor dessa obra? - replicou Carlos V.
- O Espírito Santo (disse Enzinas) é o autor. Inspirados por ele, alguns santos homens escreveram para que entendamos estes oráculos de saúde e redenção na língua grega. Sou apenas seu servo fiel e débil instrumento, que traduziu esta obra para a língua castelhana.
- Em castelhano? – repetiu o Imperador.
- Em nossa língua castelhana, insistiu Enzinas. Torno a suplicar-te que seja seu patrono e defensor, conforme a vossa clemência.
- Seja como queira, contanto que nada suspeito exista nesse livro.
- Nada que proceda da palavra de Deus deve ser suspeito aos cristãos, afirmou o tradutor.
- Cumpra-se tua vontade, se a obra é assim como asseguras e o bispo também.

ENCARCErAMENTO, IDAS e VinDAS e MoRTE

Pouco depois de um ano, esteve preso em Bruxelas, conseguiu escapar e fugiu para a casa de Melanchton, em Wittenberg, onde escreveu suas memórias. Ali, descobre que é procurado, caso não seja novamente preso, poderá sofre a perda de seus bens e a pena de morte. Nesse mesmo período, toma conhecimento do destino de seu irmão Jaime: morto na fogueira pelas mãos da Inquisição. A partir de então, sua vida se resume em idas e vindas por diversas cidades europeias. Durante dois anos vive na Inglaterra sob a proteção do bispo Cranmer, ensinando grego na universidade de Cambridge. Volta ao continente e no dia 30 de dezembro de 1552, morre em consequência da peste que assola a cidade de Estrasburgo.


PRISÃO DE ENZINAS

No dia seguinte, o bispo entregou um exemplar do Novo Testamento ao confessor de Carlos V, o dominicano Pedro de Soto, que chegaria a ser conselheiro da rainha da Inglaterra, Maria Tudor, popularmente conhecida como Maria, a Sanguinária.

Simulando interesse, em certos pontos da conversa, Soto marca um encontro com Enzinas, o qual foi preso por um pelotão de soldados e foi levado a uma prisão de Bruxelas. As acusações contra Enzinas foram: suspeito de luteranismo, amigo de luteranos e impressor do Novo Testamento em castelhano. Naturalmente, a edição do Novo Testamento foi recolhida e destruída.


Interrogatório

Do interrogatório de Enzinas, extraímos algumas perguntas e respostas:
- O que pensas de  Melanchthon e seus livros?
- Não li todos os livros de Melanchthon. E ainda que o tivesse lido, não seria capaz de dar minha opinião sobre os mesmos. Sobre sua pessoa, considero-o o melhor homem que já conheci.
- Como podes chamar de bom homem um herege excomungado?
- Não me consta que seja um herege e, se é possível chamar a Platão de 'divino', a Sócrates de 'santíssimo' e a Aristides de 'justo', que eram pagãos, porque vós vos escandalizais comigo, se considero um homem santo que crê nos artigos de nossa fé como toda a Igreja de Cristo como bom?

- Por que, pois, as palavras de Romanos 3:28: 'Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei', estão impressas em vosso Novo Testamento com letras grandes, se esta é  uma ideia luterana?
- O que vós chamais de luterano, eu chamo de paulino, ou melhor, cristão. É o impressor, que o editor assim. Porém, nunca jamais poderá ser um crime. Pelo contrário, é bom indicá-lo assim as pessoas, para que possam estar avisados e não entender mal o  sentido das palavras".


JUSTIFICATIVA para SUA TRADUÇÃO

O próprio Enzinas, no prólogo de seu Novo Testamento ao dirigir-se ao imperador, apresenta três razões para a publicação da mesma:

“Nenhum poder humano está em condições de ir contar a publicação das Sagradas Escrituras. Todos os demais povos europeus já desfrutam do privilégio de ter a Bíblia em sua própria língua materna. Eles chamam aos espanhóis de supersticiosos porque não a têm ainda. Nenhuma lei real ou papal proíbe a edição. E ainda que alguns julguem perigosas tais traduções em tempos heréticos, lembre-se que as heresias não têm origem na leitura da Bíblia, e sim nas perversas explicações que homens maus que a distorcem para a sua própria perdição”.

Acesso em 11 de junho de 2012, às 14:05 horas
Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Usado com permissão


domingo, 3 de junho de 2012

Tradutores da Bíblia: Giovanni Diodati (1576-1649)

Giovanni Diodati nasceu em 6 de junho de 1576 em Lucca, Itália. Era descendente de uma nobre e antiga família italiana (Carlos, seu pai, era afilhado,* nada mais, nada menos, do Imperador Carlos V, da Espanha) que no século XVI converteu-se ao protestantismo.

(Ao lado, Giovanni Diodati)

Devido a suas relações comerciais, o pai de Giovanni se estabeleceu na cidade francesa de Lion, onde entrou em contato com  a Igreja Reformada. Porém, por causa da perseguição que sobre ali caiu, os protestantes tiveram que refugiar-se em Genebra, em 1567. Nessa cidade, nasceu Giovanni Diodati, o qual apesar de sua cidadania genebrina, nunca esqueceu suas raízes italianas.

Em Genebra, Giovanni foi aluno de Teologia de Teodoro Beza,  o sucessor de Calvino. Mais tarde estudou hebraico e aramaico na Academia alemã de Herborn. Estes estudos serão de grande proveito na hora de traduzir da Bíblia para o italiano. Com a idade de 19 anos, conseguiu seu doutorado em Teologia e a cátedra de hebraico aos 20.

A preocupação linguística de Diodati pode ser vista em seu interesse de disponibilizar as Escrituras de forma legível a  todos Para tal obra não mediu forças nem seu tempo de vida a fim de levar aos italianos a oportunidade de lê-las em sua própria língua. Sua tradução destaca-se pela fidelidade ao texto sagrado e pela claridade no estilo empregado.

Em 1607, foi publicada a primeira edição completa da Bíblia e, em 1641, a segunda edição, revisada e com algumas anotações acrescentadas. Essa tradução é até hoje utilizada preferencialmente pelos protestantes italianos.


Diodati veio a trabalhar como revisor na versão francesa de Olivetan, editando-a e 1643. Também participou do famoso Sínodo de Dort (1618-1619), como delegado da igreja de Genebra, em que as igrejas calvinistas fixaram sua posição sobre diversas questões doutrinárias. Morreu em Genebra no dia de novembro de 1649.

1 NEL principio la Parola era, e la Parola era appo Dio, e la Parola era Dio.
2 Essa era nel principio appo Dio.
3 Ogni cosa è stata fatta per mezzo di essa; e senz'essa niuna cosa fatta è stata fatta.
4 In lei era la vita, e la vita era la luce degli uomini.
5 E la luce riluce nelle tenebre, e le tenebre non l'hanno compresa.
6 Vi fu un uomo mandato da Dio, il cui nome era Giovanni.
7 Costui venne per testimonianza, affin di testimoniar della Luce, acciocchè tutti
credessero per mezzo di lui.
8 Egli non era la Luce, anzi era mandato per testimoniar della Luce.

João 1.1-8 em italiano


*Alguém que recebeu o batismo católico e foi apadrinhado por alguém, nesse instante.

Acesso em 11 de maio de 2012, às 12h12
Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Usado com permissão

Sons e Línguas - O Fazer Missões através da Tradução da Bíblia em Poesia

Abaixo segue o texto do Folheto Sons e Línguas, da Missão ALEM, que descreve de modo singelo o trabalho do missionário-tradutor de Bíblia...