sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tradutores da Bíblia: James Evans (1801-1846)

O criador do silabário* cree foi o reverendo James Evans, ministro do evangelho no princípio do século XIX. Sua missão era converter o povo aborígene de Ontário, província canadense, ao cristianismo. Suas primeiras atividades incluem o convívio com o povo ojibway, durante vários anos, no sul de Ontário.

Durante sua permanência nessa tribo, aprendeu habilmente a língua ojibway e começou a grafar** a mesma, tomando por base o alfabeto romano. Por ser ministro do evangelho, Evans desejava traduzir a Bíblia para o Ojibway. No entanto, teve dificuldades com seu método, porque esta língua não se adaptava ao alfabeto romano.

Qualquer pessoa que familiaridade a língua ojibway ou com língua cree, sabe que toda palavra neolatina europeia, por exemplo, ao traduzida para estes idiomas, pode resultar em algo excessivamente grande. Para exemplificar, a palavra "escola" traduzida em cree fica: "kis ki nwa ma too ka mik" (Abaixo veja um exemplo de placa de trânsito no silabário cree). Outro exemplo é o próprio nome do povo cree em sua língua: Nēhiyawēwin / ᓀᐦᐃᔭᐍᐏᐣ.

No início da década de 40, Evans viajou para Norway House, em Manitoba, no Canadá (Veja no mapa ao lado). Ali vivia uma comunidade cree. Nesta localidade, a obra de Evans floresceu. Eles inventou um sistema de escrita usando caracteres denominados caracteres silábicos cree. Esse sistema é muito simples e puramente geométrico, consistindo em doze símbolos que são vogais ou consonantes básicas.

O próximo passo de sua obra foi ensinar às pessoas de Norway House e aos povos vizinhos  esse. Com o tempo conseguiu uma imprensa adaptada ao sistema dos caracteres cree e começou a impressão de material religioso nessa língua.

Tristemente, ali iniciaram-se os problemas para Evans. Havia acusações contra ele por causa de sua entrada nos domínios dos nativos e por causa de sua conduta. A situação chegou ao ponto de que ser forçado a deixar Norway House, retornando a Inglaterra, nunca mais voltando a aquele lugar.

Placas de Trânsito no silabário cree


João 3:16 no silabário cree

* Nota do Tradutor: Um silabário é um conjunto de símbolos de escrita que representam (ou aproximam) sílabas que compõem palavras. Um símbolo num silabário representa tipicamente um som consoante opcional seguido por um som  vogal (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Silab%C3%A1rio, acesso em 10 de agosto de 2012, às 13h20).
** N. do Trad.: Dar a forma escrita a um idioma ágrafo - que não possui tal forma.

Fontes:
Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
acesso em 10 de agosto de 2012, às 17:21
Usado com permissão

sábado, 30 de junho de 2012

Onde encontrar ajuda na Bíblia - Parte 2

"nos fizeste para Ti, e nosso coração
está inquieto enquanto não encontrar
em Ti descanso".
Agostinho, Confissões, Livro 1, Capítulo 1


Quero destacar nesta postagem textos para três situações bastante incômodas: (1) Perda do emprego, (2) Enfermidade e (3) Morte de um Ente Querido.

1 - Todos ficamos satisfeitos por fazermos aquilo que gostamos. Principalmente, quando somos remunerados por isso. Mas há pessoas que não tem essa oportunidade e tantas vezes aguentam o que passam no emprego, porque sabem que seu(s)/sua(s) filhinho(s) ou filhinha(s), esposa dependem de seu suado e apertado salário para sobreviverem. Mas o que fazermos quando somos privados dessa atividade - o EMPREGO, por alguma razão?
 2 -  Você  já notou que quando está doente seu humor muda, a impaciência passa a ser algo comum? Ou, então, seu paladar muda, as comidas mais deliciosas ficam com "gosto" de papel? Seja qual for a mudança, as doenças nos privam de tantas boas sensações! O que devemos fazer?
3 - Dos momentos mais "espinhosos" da vida, a perda de alguém que muito amamos está nas primeiras colocações desse rank tenebroso. O que fazer?


Confira também outras postagens sobre Ajuda na Bíblia:
 
As referências utilizadas foram retiradas dos sites: Nova Versão Internacional, do Bible Gateway e da Almeida Corrigida Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tradutores da Bíblia: John Eliot (1604-1690)


 UM INGLÊS QUE EMIGRA PARA A AMÉRICA
John Eliot (nascido em Widford, Hertfordshire, Inglaterra em 1604 e morto em 21 de maio de 1690 em Roxbury, Massachusetts Bay Colony) graduou-se em Cambridge, em 1622. Durante certo tempo, ensinou em um colégio onde entrou em contato com os puritanos, tomando a determinação de ser ministro do evangelho. Em 1631, foi à Nova Inglaterra (o que atualmente são os estados da costa leste dos Estados Unidos) e ali foi ordenado para pregar em Roxbury.


ELIOT E OS ÍNDIOS

Eliot passou os primeiros anos de ministério centrado nas necessidades de sua igreja local. Porém, em 1644, interessou-se grandemente pela língua e costumes dos índios. Começou a pregar-lhes em 1646 em inglês, isso durante o primeiro ano, no entanto, logo passou a falar-lhes em sua própria língua materna, ou seja, o alonquino.


TRADUTOR DA BÍBLIA

Publicou um catecismo para os alonquinos em 1654. Já no ano de 1658, havia traduzido a Bíblia a esse idioma. Esta foi a primeira Bíblia impressa na América Norte. Em 1685, publicou uma edição revisada da mesma. Eliot também escreveu The Christian Commonwealth (1659), Up-bookum Psalmes (1663), The Communion of Churches (1665), The Indian Primer (1669) e The Harmony of Gospels (1678), além de ser o principal colaborador do Bay Psalm Book.

A figura lateral mostra a primeira página da Bíblia de Eliot.


PRESERVADOR DE UMA CULTURA

Eliot ajudou a estabelecer povoados para os índios convertidos que viviam distantes das cidades dos colonos. Com isso, procurava preservar sua língua, cultura e leis. Preparou alguns deles para que fosse missionários em seu próprio povo. Dentre estes, Daniel Takawambpait foi o primeiro ministro índio na Nova Inglaterra, sendo ordenado em Natick, Massachussetts, em 1681. Os povoados indígenas de Eliot cresceram a ponto de cartoze mil habitantes, porém foram destruídos durante a guerra do Rei Felipe* em 1675

*Um líder indígena desejoso de expulsar os colonos da Nova Inglaterra.


Acesso em 18 de junho de 2012, às 18 horas
Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Usado com permissão




quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Vida de Oração do Tradutor de Bíblias - Parte 2

"Planeja os teus negócios, se for possível,
para passares duas a três horas, todos os dias,
não só em adoração a Deus,
mas orando em secreto".
(Adoniram Judson citado por Boyer, p108)*

Admiramos profundamente a vida dos heróis e heroínas da fé, tanto os bíblicos com os da História Cristã pós-Bíblia! Desejamos ser usados do mesmo modo e até mais! Porém, quantos de nós estamos dispostos a "pagar" o preço de imitar-lhes os passos?! 

Tanto é verdade que o Senhor Jesus nos desafiou a esforçamos-nos "por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão" (Lc 13.24), quanto também é verdade que para perseverarmos no mesmo caminho que igualmente é estreito (Mt 7.14), servindo, adorando, evangelizando, traduzindo... precisamos também nos esforçar!

O sucesso do ministério de Judson, como o de outros servos-tradutores, vinha de seu desejo de dar glória a Deus através da tradução da Bíblia. "Judson perseverou durante vinte anos para completar a maior contribuição que se podia fazer à Birmânia (atual Mianmar, acréscimos meus - veja a posição desse país na classificação de países por perseguição a cristãos): a tradução da Bíblia inteira para na própria língua do povo" (BOYER, p 106).

E ele conseguiu isso por meio de sua total dependência mostrada a Deus em cada situação de sua vida! Principalmente, por meio da oração!

Sobre Judson, Boyer ainda declara: "As horas que passou, diariamente, suplicando ao Deus que dá mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, não foram perdidas" (p. 108).

Concordando com esse comentário, as palavras de Arthur W. Pink são desafiadoras: "Quando confiantemente nos resignarmos e deixarmos todos os nossos interesses nas mãos de Deus, plenamente persuadidos do Seu amor e fidelidade, tanto mais depressa ficaremos satisfeitos com as Suas providências e compreenderemos que Ele tudo faz bem" (PINK, p.82).**

A oração, não nossa capacidade nas línguas, nosso desejo de cumprir a Visão 2025, a oração é nosso grande trunfo - e porque não dizer triunfo!

Para saber mais, assista:



Ou leia as postagens:


*BOYER, Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
** PINK , Arthur W.Os Atributos de Deus. São Paulo. Publicações Evangélicas Selecionadas, 2001.

János Erdösi (1504-1560)




János Erdösi nasceu em Seini (em húngaro Szinérváralja) hoje uma cidade da Romênia, em 1504. Foi o responsável pela primeira tradução do Novo Testamento para o húngaro a partir do texto grego (Ao lado, o frontispício da edição de Erdösi).


Depois de estudar em Cracóvia, na Polônia, foi Wittenberg período que se estendeu de 1526 a 1529). Retornando para sua  terra natal, trabalhou em  Sárvär, na Hungria, sob o patrocínio del magnate T. Nádasdi (ao lado, o castelo de Násdasdi), que foi o responsável pela primeira imprensa húngara em Uj-Sziget (Neanesis). 




Erdösi foi professor de hebraico em Viena, Áustria nos anos de 1542-1552. No entanto, foi expulso dali pelos jesuítas. Viajou, então, para Debrecen, cidade húngara, e, em 1557, fixou-se em Löcse ou Levoča (na atual Eslováquia), como professor e pregador.


Acessos em 13 de junho de 2012
Usado com permissão

terça-feira, 12 de junho de 2012

Missões Moravianas: Um Exemplo Inspirador

Segue abaixo um vídeo inspirador sobre missões feitas por um grupo protestante que passou para a História como Irmãos Morávios ou Moravianos.

Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.

Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: " Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido". Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: "E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?", o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua própria venda para custiar sua viagem.

No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas:

"QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO".

Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando. "... Deus é poderoso pra fazer muito mais.... de acordo com Seu poder que opera em nós" (Ef 3:20)

Acesso em 12 de junho de 2012, às 14:10

Assista ao vídeo Jovens Moravianos



Se interessar, veja também:

Tradutores da Bíblia: Francisco de Enzinas (1520-1552)

ORIGEm e ESTUDOS

Francisco de Enzinas (1520-1552) era natural de Burgos e esteve diretamente vinculado à Reforma Protestante que se propagava por toda Europa. Estudou durante dois anos na universidade de Lovaina, na Bélgica, sob a orientação de Luis Vives. Em 1541, muda-se para Wittenberg levando cartas de recomendação para Lutero e Melanchton. Na casa deste último, ficou hospedado. Matriculou-se na universidade de Wittenberg com o nome de Franciscus Dryander Hispanus (Dryander significa em grego um tipo de arbusto de tronco largo e forte).


TRADUção do NoVO TESTAMENTO

Ali Melanchton (a figura ao lado) lhe anima para traduzir o Novo Testamento para o castelhano a partir do texto grego. Até então, ninguém havia realizado tal coisa, com a exceção de Alfonso X, o Sábio que, no século XIII, havia feito uma tradução. No entanto, tal versão, além de ser não mais que uma paráfrase, não foi tal divulgada.

Para sua tarefa, Enzinas toma como base o Novo Testamento grego que Erasmo havia editado e um ano e meio conclui sua tarefa. Para imprimir sua obra, retorna a Lovaina. Porém, a situação lá era muito difícil: Vários suspeitos de simpatizar com a Reforma haviam sido encarcerados e alguns destes seriam mortos na fogueira ou decapitados.

Na presença do iMPERADOR CARLOS V

Todavia, Enzinas se mostra decidido a seguir adiante com seu propósito. Pede a opinião dos teólogos da universidade da cidade, que ficam temerosos e inclusive o desestimulam a continuar com seus projetos. Diziam eles que as heresias nos Países Baixos haviam nascido em consequência da tradução das Escrituras à língua do povo. Diante desta reação, Enzinas mudou-se para Amberes (ou Antuérpia) onde encontra um impressor disposto a editar o manuscrito. No dia 25 de outubro de 1543, sai a primeira edição castelhana do Novo Testamento dedicada ao imperador Carlos V (Figura ao lado).

Sabendo que o imperador estaria em Bruxelas um mês depois, viajou para lá a fim de lhe entregar um exemplar. O encontro ocorreu em um domingo, dia 23 de novembro de 1543. Na ocasião foi apresentado pelo bispo de Jaén que também era o capelão de Carlos V, Francisco de Mendoza. Enzinas descreveu sua conversa com o imperador assim:

- Então, o Imperador me perguntou: Que livro queres me dedicar?
- Senhor, uma parte das Sagradas Escrituras que chamamos Novo Testamento, fielmente traduzido por mim para o castelhano. Nelas se encontram os relatos sobre o Evangelho e as Cartas dos Apóstolos.
- Desejo que Vossa Majestade, como defensor da religião, julgue e examine com atenção meu trabalho. Suplico humildemente que a obra, aprovada por Vossa Majestade, seja recomendada ao povo cristão por vossa autoridade imperial.
- Tu és o autor dessa obra? - replicou Carlos V.
- O Espírito Santo (disse Enzinas) é o autor. Inspirados por ele, alguns santos homens escreveram para que entendamos estes oráculos de saúde e redenção na língua grega. Sou apenas seu servo fiel e débil instrumento, que traduziu esta obra para a língua castelhana.
- Em castelhano? – repetiu o Imperador.
- Em nossa língua castelhana, insistiu Enzinas. Torno a suplicar-te que seja seu patrono e defensor, conforme a vossa clemência.
- Seja como queira, contanto que nada suspeito exista nesse livro.
- Nada que proceda da palavra de Deus deve ser suspeito aos cristãos, afirmou o tradutor.
- Cumpra-se tua vontade, se a obra é assim como asseguras e o bispo também.

ENCARCErAMENTO, IDAS e VinDAS e MoRTE

Pouco depois de um ano, esteve preso em Bruxelas, conseguiu escapar e fugiu para a casa de Melanchton, em Wittenberg, onde escreveu suas memórias. Ali, descobre que é procurado, caso não seja novamente preso, poderá sofre a perda de seus bens e a pena de morte. Nesse mesmo período, toma conhecimento do destino de seu irmão Jaime: morto na fogueira pelas mãos da Inquisição. A partir de então, sua vida se resume em idas e vindas por diversas cidades europeias. Durante dois anos vive na Inglaterra sob a proteção do bispo Cranmer, ensinando grego na universidade de Cambridge. Volta ao continente e no dia 30 de dezembro de 1552, morre em consequência da peste que assola a cidade de Estrasburgo.


PRISÃO DE ENZINAS

No dia seguinte, o bispo entregou um exemplar do Novo Testamento ao confessor de Carlos V, o dominicano Pedro de Soto, que chegaria a ser conselheiro da rainha da Inglaterra, Maria Tudor, popularmente conhecida como Maria, a Sanguinária.

Simulando interesse, em certos pontos da conversa, Soto marca um encontro com Enzinas, o qual foi preso por um pelotão de soldados e foi levado a uma prisão de Bruxelas. As acusações contra Enzinas foram: suspeito de luteranismo, amigo de luteranos e impressor do Novo Testamento em castelhano. Naturalmente, a edição do Novo Testamento foi recolhida e destruída.


Interrogatório

Do interrogatório de Enzinas, extraímos algumas perguntas e respostas:
- O que pensas de  Melanchthon e seus livros?
- Não li todos os livros de Melanchthon. E ainda que o tivesse lido, não seria capaz de dar minha opinião sobre os mesmos. Sobre sua pessoa, considero-o o melhor homem que já conheci.
- Como podes chamar de bom homem um herege excomungado?
- Não me consta que seja um herege e, se é possível chamar a Platão de 'divino', a Sócrates de 'santíssimo' e a Aristides de 'justo', que eram pagãos, porque vós vos escandalizais comigo, se considero um homem santo que crê nos artigos de nossa fé como toda a Igreja de Cristo como bom?

- Por que, pois, as palavras de Romanos 3:28: 'Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei', estão impressas em vosso Novo Testamento com letras grandes, se esta é  uma ideia luterana?
- O que vós chamais de luterano, eu chamo de paulino, ou melhor, cristão. É o impressor, que o editor assim. Porém, nunca jamais poderá ser um crime. Pelo contrário, é bom indicá-lo assim as pessoas, para que possam estar avisados e não entender mal o  sentido das palavras".


JUSTIFICATIVA para SUA TRADUÇÃO

O próprio Enzinas, no prólogo de seu Novo Testamento ao dirigir-se ao imperador, apresenta três razões para a publicação da mesma:

“Nenhum poder humano está em condições de ir contar a publicação das Sagradas Escrituras. Todos os demais povos europeus já desfrutam do privilégio de ter a Bíblia em sua própria língua materna. Eles chamam aos espanhóis de supersticiosos porque não a têm ainda. Nenhuma lei real ou papal proíbe a edição. E ainda que alguns julguem perigosas tais traduções em tempos heréticos, lembre-se que as heresias não têm origem na leitura da Bíblia, e sim nas perversas explicações que homens maus que a distorcem para a sua própria perdição”.

Acesso em 11 de junho de 2012, às 14:05 horas
Traduzido por Marcos Paulo da Silva Soares
Usado com permissão


Sons e Línguas - O Fazer Missões através da Tradução da Bíblia em Poesia

Abaixo segue o texto do Folheto Sons e Línguas, da Missão ALEM, que descreve de modo singelo o trabalho do missionário-tradutor de Bíblia...